Importância do controle de parasitas na bovinocultura

Autora: Victor Hugo Goveia de Araújo e Vitória Helena Moreira da Silva

O conceito básico de Parasitismo é uma relação ecológica interespecífica e desarmônica, nessa interação é observada uma espécie comportando-se como parasita e outra como hospedeiro, sendo essa última fundamental para a sobrevivência do parasita. A bovinocultura de corte e de leite, podem apresentar vários parasitas, sendo um problema sanitário de grande relevância para a produção em todo o mundo, e especialmente nos trópicos. Cada espécie de parasita possui suas próprias características morfológicas, alimentares e de ciclo de vida, que são importantes para que o seu controle seja efetivo. Somente com o conhecimento destas características é possível traçar programas de manejo eficientes. 

Podemos dividir os parasitas em dois grandes grupos: os ectoparasitas, são aqueles que, durante a fase parasitária, vivem na superfície ou cavidades do hospedeiro (ex: carrapatos e moscas) e os e endoparasitas que são aqueles que, durante a fase parasitária, vivem no interior do hospedeiro, podendo se localizar no sangue, tubo digestivo e outros tecidos do corpo (ex: helmintos e protozoários). Endo e ectoparasitas são os principais responsáveis pela perda de produtividade nos rebanhos, a ocorrência das parasitoses é a consequência de uma série de fatores ligados não só ao parasita em si, mas também ao hospedeiro, meio ambiente e manejo existe na propriedade.

A principal consequência são animais subprodutivos, que necessitam ingerir uma quantidade maior de alimentos para chegar ao peso desejável para uma determinada faixa etária, causando prejuízos econômicos ao produtor. Os animais jovens são os mais vulneráveis, pois a sua imunidade ainda não estar totalmente estabelecida. Já, os animais adultos e os mais velhos são mais resistentes, pois possuem um sistema imunológico mais competente em função de infecções anteriores. Contudo, uma boa nutrição aumenta a resistência dos animais às infecções parasitárias, e a correta suplementação mineral do rebanho também ajuda a diminuir os danos causados nos animais. 

Existem diversas estratégias de manejo que podem ser utilizadas no calendário sanitário de uma propriedade para um controle integrado dos parasitas, a fim de reduzir a contaminação dos animais e das pastagens. Existem fármacos antiparasitários eficientes, conhecer e entender a epidemiologia parasitária, a sazonalidade climática da região e os aspectos de manejo da propriedade, são de fundamental importância. 

Com essas informações o produtor pode, juntamente com o profissional responsável pela sanidade dos animais, escolher as melhores épocas de tratamento e bases antiparasitárias a serem utilizadas na propriedade. É de extrema relevância, um planejamento sanitário em uma propriedade, com base nas épocas de maior incidência de cada tipo de parasita, respeitando as indicações medicamentosas com dosagens indicadas pelos fabricantes assim como um manejo adequado das criações para evitar maiores prejuízos e obter sucesso nos programas de controle parasitários.  

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